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Lula, sobre as eleições 2010: “Não ter um candidato que represente a direita é fantástico!”

Há 7 anos, Lula surgia em vídeo celebrando o que poderia ser considerada a “morte” da direita brasileira. Com um sorriso no rosto, o petista comemorava naquele 2009: “Pela primeira vez, nós não teremos um candidato de direita na campanha! Não é fantástico isso?”
E não parou por aí. Entusiasmado com a completa ausência de vozes que fizessem algum tipo de contraponto à esquerda nacional, perguntou: “Cês querem conquista melhor do que, numa campanha, neste país, a gente não ter nenhum candidato de direita?”
A fala é curiosa pois escancarava que as opções tucanas oferecidas pelo PSDB, como seria natural se pensar de um partido brasileiro da “Social Democracia”, jamais ofereceram alguma resistência conservadora ao que propunha o PT, por mais que o petismo as taxassem de reacionárias. Em especial, os nomes de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, adversários de Lula em quatro das cinco eleições que disputou.

No canto da vitória, o presidente que, um ano depois, deixaria o país aos cuidados de Dilma Rousseff arriscou listar os problemas que estariam enterrados no passado brasileiro. Entre eles, inflação e desemprego, dois calos que ajudariam a afundar a gestão da sucessora.
A ausência de freios ao projeto petista explica grande parte da recessão vivida hoje pelo Brasil. Naquele tempo, Lula e sua trupe podiam deitar e rolar dentro da estrutura pública nacional e a Justiça simplesmente não os atingia.
Hoje, o brasileiro come o pão que essa situação amassou. De certa forma, merecidamente.

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