facebook
Ir para o conteúdo

Maré de sorte: até mesmo uma ficha suja e o afastamento de um aliado rendem pontos a Temer

Não que Lauro Jardim seja a fonte mais confiável a respeito de Eduardo Cunha – o presidente da Câmara jamais deixou de tratar o colunista como inimigo declarado –, mas trata-se de uma conclusão bem lógica a publicada pelo jornalista no Globo: com o afastamento do peemedebista via STF, o futuro presidente Michel Temer se livrará de um fardo político – primordial para se vencer um processo de impeachment, não tão crucial para se tocar uma agenda positiva com o fim do governo Dilma.
A sorte do ainda vice-presidente é tamanha que mesmo notícias como a que apontam sujeira na ficha, impedindo-o, assim, de concorrer em novas eleições por 8 anos, podem render algum lucro ao marido de Marcela Temer. O apoio que o PSDB tanta evita nasce de cálculos tucanos temerosos de uma reeleição em 2018, o que já rendeu juras do vice de que abriria mão da próxima corrida presidencial. Contudo, por mais frágil que ainda soe a Lei da Ficha Limpa, trata-se de um ponto a mais a arrefecer o medo peessedebista de mergulhar de cabeça neste governo e, na condição de governo, não conseguir emplacar um candidato na cabeça da chapa.
Por mais desacreditado que seja um governo, eleição é jogo em que o Estado disputa em casa. Das sete eleições com voto direto após a ditadura, o Palácio do Planalto venceria cinco. Temer sabe disso melhor do que ninguém. Mas precisa conseguir convencer os aliados de que não sabe. Ou não conseguirá governar.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.