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Marina, petista por 23 anos, diz que PMDB não é confiável por estar há 12 anos ao lado do PT

Marina Silva não tem interesse no futuro do Brasil, apenas no próprio futuro. E segue diminuindo o impeachment como um dos caminhos para se tirar o país da crise. Tudo isso para fortalecer a cassação da chapa Dilma/Temer, o que convocaria novas eleições e anteciparia um eventual volta dos Silva à Presidência da República.

A candidata do REDE esteve no PT por 23 anos. Em entrevista ao Estadão, reclamou que o PMDB há 12 anos atua como irmão siamês do PT. Mas a história, dessa forma, fica bem mal contada.

Em 2002, o PMDB apoiou a candidatura de José Serra. A vice do tucano era a peemedebista Rita Camata. O Mensalão nasce da falta de uma base parlamentar consistente que aprovasse projetos de interesse do PT. O partido preferia pagar mesadas a parlamentares nanicos do que ceder em alguns dos seus propósitos para ter siglas mais robustas ao lado.

O PMDB só volta ao governo quando o Mensalão é desmascarado e Lula precisa reverter a popularidade ou não se reelege. E essa aproximação se dá em 2006 por intermédio de Renan Calheiros, não à toa, um dos mais fiéis aliados peemedebistas de Dilma.

A solução via cassação de chapa não é reprovável, mas é mais cara e lenta. Demoraria meses, talvez anos, para se concluir. E ainda exigiria a improvisação de novas eleições presidenciais numa economia em ruínas. De quebra, caso adentre 2017, seria feita por voto indireto. Ou seja: o presidente do Brasil seria escolhido pelo mesmo parlamento que deu as presidências a Eduardo Cunha e Renan Calheiros.

Michel Temer, por sua vez, é dono dos mesmos 54,5 milhões de votos que Dilma recebeu. A foto dele apareceu em todas as urnas. Isso nunca foi segredo para ninguém.

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