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Mesmo afastada, Dilma Rousseff entregou a 8ª contração seguida do PIB

O ano de 2008 não foi fácil e o mundo inteiro lembra disso. Conhecida lá fora como “Crise do Subprime”, viraria no Brasil – graças às metáforas lulísticas – um embate entre “tsunami” e “marolinha”. Mas nada do que ocorreu há 8 anos se compara ao que a gestão Dilma proporcionou recentemente ao país.

Para analisar a evolução do PIB nacional, o IBGE trabalha com uma série histórica calculada desde o primeiro trimestre de 1996. Quando Lula apresentou ao mundo aquela infame metáfora, pela primeira vez o país vivia três trimestres seguidos de resultados negativos em relação ao mesmo período do ano anterior. Até então, o pior resultado pertencia a FHC, entre abril e setembro de 1999, com dois trimestres.

Dilma simplesmente pulverizou ambas as marcas. Com a queda de 5,4% observada entre janeiro e março de 2016, o Brasil enfileirou o oitavo trimestre seguido, ou exatos dois anos, com o Produto Interno Bruto real apresentando redução em relação ao mesmo período de um ano antes.

Essa situação só fora vivida por Lula em 3 dos 32 trimestres em que presidiu o Brasil, ou 9% do período. FHC entregara resultado semelhante em 15% de seu mandato, ou 17%, caso ignore-se o ano de 1995, não atingido pela série histórica. Quanto a Dilma Rousseff, dona de 8 marcas negativas em 21 trimestres, deixou o país nessa situação o equivalente a 38% de sua gestão.

O impeachment de Dilma Rousseff há de se concluir apenas em agosto. Por mais que denúncias já atinjam o governo Temer, dificilmente pautas negativas superarão a calamidade que salta do gráfico acima. O PT simplesmente não pode voltar à Presidência da República.

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