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Metade dos votos que aprovaram o impeachment veio da base que apoiou Dilma na última eleição

Quando não está empenhando em desmerecer qualquer pauta contra a esquerda, o UOL até se esforça para fazer levantamentos relevantes. O bom trabalho de Vinicius Konchinski se focou em entender como foi possível uma coligação com 9 partidos (PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB), dezoito curtos meses depois, angariar somente 146 votos para salvar Dilma Rousseff – e falhar miseravelmente na missão.

Dois terços destas siglas (PMDB, PP, PSD, PR, PROS e PRB) votariam majoritariamente pelo impeachment da presidente, com destaque para os 100% da bancada do PRB, e aos 88% do PMDB, que sozinho renderia 59 votos contrários ao governo. Apenas PT e PCdoB se posicionariam integralmente ao lado de Dilma. Numa oposição de mentirinha, que nem eles acreditam, o PSOL reprisaria o comportamento desta dupla.

Ao todo, o impeachment passaria com 50,13% de “sins” oriundos da base governista que pediu apoio ao PT em 2014. Ou 60,13% dos 306 parlamentares que assumiram o trabalho em fevereiro de 2015 após posarem para fotos ao lado de Dilma Rousseff.

Petistas podem até encarar o assunto como uma trama regada a muita traição. Mas a leitura mais sensata aponta para a incapacidade presidencial de enfrentar o noticiário sem que isso afetasse suas forças políticas – um luxo que nenhum presidente pode se dar.

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