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Michel Temer fez bem em dispensar o garçom do Planalto

A Folha de São Paulo, em seu eterno papel de linha auxiliar do PT, tentou vender José da Silva Catalão como o “garçom-símbolo do Planalto“. Estaria ele lá desde a fundação de Brasília, nos anos 60? Nem perto disso. Fora contratado no segundo mandato de Lula, mais precisamente em 2008. Contudo, a exploração do caso segue a pleno vapor, com direito a relatos e lamentos do ex-presidente nas redes sociais. Mas a verdade é que Michel Temer fez muito bem em demitir o funcionário da gestão petista.

No pouco tempo que trabalhei no meio político, notei o cuidado que tinham na contratação de um profissional aparentemente trivial: o motorista. Não se tratava de medo de acidentes, mas sim da indiscrição de quem topasse assumir o volante. Para um melhor uso do tempo, os veículos oficiais costumam se transformar em salas de reuniões ambulantes. Mas, ainda que não haja visitas ilustres no banco de trás, telefonemas ocorrem a todo instante e o profissional escolhido ouviria de tudo um muito.

Garçons não dirigem, mas um garçom presidencial acompanha reuniões até mesmo em voos internacionais. Michel Temer não poderia correr o risco de ter em sua equipe mais íntima alguém da confiança de Lula e Dilma. Sabe lá o que o PT ofereceria a coitado do Catalão – o salário dele não chegava a R$ 4 mil – em troca de informações privilegiadas. Portanto, era prudente renovar o responsável pelo serviço.

A imprensa brasileira não tem essa noção? Tem até demais. Não é raro que as principais fontes dos jornalistas mais gabaritados sejam os porteiros, jardineiros, garçons ou motoristas das autoridades. Na dúvida, basta lembrar dos grampos que flagraram o ex-presidente: o telefonema era sempre atendido por um de seus seguranças. Por isso o Instituto Lula alegava que o petista não possuía celular: o aparelho ficava sempre sob os cuidados do auxiliar que o acompanhava.

Por que, então, a imprensa explora o assunto?

Porque é sensacionalista, sonsa, petista e esquerdista. E está adorando exibir em suas manchetes um negro dispensado pelo presidente que sucedeu os corruptos e incompetentes que essa mesma imprensa dissimuladamente defendia.

Essa imprensa precisa falir. E irá à falência.

P.S.: O texto acima foi escrito antes da leitura da notícia abaixo:
Garçom demitido no Planalto era espião de Dilma

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