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Ministro da Fazenda de Dilma confessou em debate na campanha que cometia pedaladas fiscais

Numa atitude rara, Aécio Neves adiantaria no início da campanha de 2014 quem seria a pessoa que colocaria no Ministério da Fazenda. Miriam Leitão viu ali a oportunidade de fazer um debate confrontando dois técnicos que se dispunham a desatar os nós econômicos do Brasil. E, nos estúdios da GloboNews, colocaria lado a lado Armínio Fraga e Guido Mantega.
O assunto seria puxado pelo próprio ministro de Dilma. Ao tentar explicar o papel dos bancos públicos, Mantega confessaria que cometia os crimes pelos quais Dilma Rousseff vem sendo afastada da Presidência da República. Mas, claro, usaria outros termos, não sem antes jurar que a manobra era lícita.

“A Caixa Econômica recebeu R$ 27 bilhões do Tesouro que não foram lançados como despesa primária. Foram colocados numa empresa. Foi feita uma engenharia financeira. Então vamos falar claro. Essa engenharia financeira era lícita. Não foi lançada. E nós estamos pagando agora porque a EMGEA, à medida em que ela vai vendendo os ativos, e vai reconhecendo ativo podre, é despesa primária. Tá certo? Então, eu diria que foi uma pedalada que foi dada. O Banco do Brasil também tinha vários ativos podres.”

Foi uma fala arriscada de Mantega. Desde janeiro daquele ano, a ONG Contas Abertas alertava que aquele não era um procedimento assim tão lícito: “o fato é grave porque demonstra que ao contrário do que o ministro da Fazenda, Guido Mantega vem dizendo, existem manobras para produzir o resultado fiscal esperado“.
É importante revisitar o momento porque o petismo vem insistindo que as pedaladas fiscais foram exploradas como pretexto para reverter o resultado das urnas. Não. Elas já eram temas de debate muito antes de a presidente conquistar a reeleição. E o TCU ajudaria a provar que a prática se configurava um crime de responsabilidade, uma vez que feria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Para rever a fala do ex-ministro da Fazenda, basta acionar o player abaixo:

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