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Não fosse por pressões do politicamente correto, Eloá Cristina poderia estar viva até hoje

Eloá Cristina foi morta em 17 de agosto de 2008. Oito anos após a morte de Geísa Gonçalves, ocorrida em 12 de junho de 2000.

O “Caso Eloá” aconteceu em São Paulo. Já o “Sequestro do ônibus 174”, que vitimou Geísa, se deu no Rio de Janeiro.

Eloá passou quatro dias sob a mira do revólver de um ex-namorado que invadiu seu apartamento. Geísa não ficou nem um dia inteiro sequestrada pelo bandido que tentou assaltar a linha 174.

Geísa morreu por três tiros disparados pelo assaltante, e outro, o primeiro, pelo policial que tentou apagá-lo à queima roupa – e falhou na missão.

Eloá morreu em decorrência de dois tiros, ambos da arma do ex-namorado, quando a polícia tentou acabar com cárcere privado de mais de 100 horas.

Marcos do Val é instrutor da SWAT e doutor honoris causa pela faculdade da Florida, nos Estados Unidos. Em recente vídeo publicado no YouTube, ele se atém ao Caso Eloá, mas o compara ao Sequestro do Ônibus 174.

Em ambos os casos, interferências políticas impediram que a polícia finalizasse a questão com atiradores de elite, matando os sequestradores com tiros fatais.

No Rio de Janeiro, em 2000, o governador era Anthony Garotinho, do PDT. Em São Paulo, o governador era José Serra, do PSDB.

Ambos, contudo, trabalhavam regidos por uma lei maior que até hoje interfere na gestão pública, a do politicamente correto. Em São Paulo, segundo Marcos do Val, queriam evitar que um “jovem apaixonado” fosse apagado pela polícia. No Rio de Janeiro, quem assistiu ao documentário sobre o caso sabe o quanto a imprensa tentou vender o sequestrador como um pobre que não tivera oportunidades na vida.

Sandro Barbosa do Nascimento apareceu morto minutos depois no camburão da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Lindemberg Fernandes Alves está vivo, mas foi condenado a 98 anos de cadeia pela morte de Eloá, pena esta reduzia em 2013 a 39 anos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Não importa. Porque a lei não permite que ninguém passe mais de três décadas preso no Brasil. E há um esforço enorme para que se tire da cadeia o quanto antes mesmo assassinos como Lindberg.

Para conferir a palestra de Marcos do Val, basta acionar o player acima. O foco é no péssimo trabalho da imprensa. E na “volta por cima” da qual o instrutor da SWAT precisou para superar a perseguição jornalística enfrentada.

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