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No DataFolha, só Marina Silva e José Serra derrotariam Lula fora da margem de erro

Eduardo Cunha aceitou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff em 2 de dezembro de 2015. A petista seria afastada do cargo em decorrência da votação ocorrida no Senado em 12 de maio de 2016. Nesse intervalo, em quatro oportunidades o DataFolha foi às ruas pesquisar o interesse dos brasileiro na corrida presidencial. Mas, curiosamente, em nenhuma delas testaria cenários a respeito do segundo turno.

Evitava mostrar Lula sendo derrotado em todos os confrontos? Porque é essa a realidade que surge das sete situações testadas agora em julho. É verdade que, contra Aécio Neves e Geraldo Alckmin, ambos com 38%, os 36% colocam o petista em situação de empate técnico. Mas os 35% que faria contra os 40% de José Serra, e principalmente os 32% que teria contra os 44% de Marina Silva extrapolam a margem de erro e confirmam que há nomes mais fortes na disputa.

Nos cenários em que Lula nem chega ao segundo turno, Marina vence os tucanos com facilidade (46% a 28% contra Aécio, 47% a 26% contra Alckmin e 46% a 30% contra Serra). De onde se conclui que, na disputa pela Presidência da República, o PT tem hoje apenas a terceira força, atrás de REDE e PSDB.

Não houve simulações com o nome de Michel Temer, afinal, com a ficha suja, o peemedebista estaria impedido de disputar a reeleição em 2018. Mas, num país em que um presidente já conseguiu mudar a lei e garantir a própria reeleição em questão de meses, se a economia der condições, tudo é possível. O ainda interino tem dois anos para mostrar resultados. E qualquer coisa já será melhor que o nada entregue pelo PT.

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