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No Nordeste, a febre chikungunya vem matando nove vezes mais do que o zika

Só no primeiro semestre de 2016, a febre chikungunya fez 45 vítimas fatais no Nordeste, um número 30% superior às 35 mortes em decorrência da dengue, e nove vezes mais letal que os 5 óbitos atribuídos ao vírus da zika. Mas o dado pode piorar, pois há outros 400 casos em investigação, e o levantamento do UOL não conseguiu respostas da secretaria de saúde de Sergipe.

A região responde sozinha por 87% da infecções registradas no Brasil desde 2014, quando a doença começou a assolar o país. As 13 mil vítimas registradas neste ano já representam uma epidemia quase nove meses maior do que a observada em 2015. Só no Rio Grande Norte, onde todos os recordes estão sendo batidos, a quantidade de óbitos por arbovirores – como são chamadas as doenças causadas por arbovírus, tais como dengue, zika e febre amarela – cresceu 426%.

Em Pernambuco, a mortalidade de chikungunya (média de 2,1 mortes para cada mil casos) é seis vezes maior do que o da dengue (0,4/mil) e três vezes superior à da observada na literatura médica (0,7/mil).

É uma situação por demais triste ainda tratada com certo descaso pelas autoridades. Diferentemente da dengue, a febre chikungunya lega ao pacientes dores crônicas graves e quem mais sofre são justamente os mais idosos.

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