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No Senado, projeto de lei pode ampliar o número de “feriadões” no Brasil

A proposta de Dário Berger é interessante: por lei, antecipar para as segundas-feiras os feriados que caírem entre terça e sexta. Com isso, evitaria que a sociedade “enforcasse” dias úteis, ou mesmo as jornadas reduzidas dos sábados, em troca de uma ocorrência maior de feriadões, o que pode animar mais o turismo, setor ainda limitado a um número restrito de datas para crescer.

Faltou ao senador, contudo, ser um pouco mais audacioso, uma vez que permitiu-se um bom número de exceções. Não só estariam protegidas da regra datas óbvias como o 1º de janeiro e o carnaval, e religiosas como a Sexta-feira Santa, o Natal, o Corpus Christi e o dia de Nossa Senhora Aparecida, como também comemorações cívicas e políticas, como Independência do Brasil e Trabalho. Nacionalmente, portanto, apenas Tiradentes, Finados e Proclamação da República seriam atingidos. E, claro, paralisações municipais, estaduais ou mesmo de categorias específicas.

É, contudo, um começo. Nos Estados Unidos, ao menos cinco grandes feriados nacionais são obrigatoriamente comemorados no início da semana: Martin Luther King, Presidente, Memorial, Trabalho e Cristóvão Colombo. O jantar de Ação de Graças, por sua vez, obrigatoriamente ocorre numa quinta-feira. Mas alimenta ainda mais o comércio, ja que antecede as promoções da Black Friday, a queima de estoque que limpa as vitrines para o Natal.

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