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O dia em que o Senado brasileiro testemunhou um assassinato – Parte final: epílogo

Silvestre Péricles de Góis Monteiro migraria para o MDB após o golpe militar, mas perderia a eleição para deputado federal em 1970. Morreria antes de participar de uma nova campanha.
Diferente de Arnon Afonso de Farias Mello. Após o golpe militar, ingressaria no Arena, seria reeleito em 1970, reconduzido ao cargo pelos ditadores em 1978 e morreria “senador biônico” em 1983, aos 72 anos de idade. Seu filho, Fernando Collor de Mello, seria o primeiro presidente eleito pelo voto direto na Nova República.
Creusa da Silva Kairala, a viúva de José Kairala, nove anos após processar Arnon e Péricles, passaria a receber uma pensão abaixo do salário mínimo da época. Por isso, trabalharia até 1987, quando completaria 60 anos de idade. Vinte e cinco anos depois do assassinato, uma indenização exigida pela família ainda estava sofrendo chicanas por parte da União. Nesse meio tempo, recebia uma pequena quantia da Previdência dos Congressistas, além bolsa de estudos para o segundo grau dos quatro filhos, mas fazia a renda lavando roupa e trabalhando como babá.

Creusa, o filho Tadeu e uma criança de quem foi babá
Foto: Ari Lago.

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