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O governo Temer quer caminhar com umas das principais promessas de campanha de… Marina Silva

Após a morte de Eduardo Campos logo no início da campanha, Marina Silva chegaria à disputa pela Presidência em 2014 com uma pauta que causava horror à esquerda tão devota do poder centralizado no Estado: a autonomia do Banco Central. A candidata queria que uma lei, nos moldes das praticadas nos países mais desenvolvidos do mundo, protegesse as decisões do BC das necessidades políticas dos grupos que tomam o poder. O PT, sedento por transformar o país numa ditadura vermelha, sempre se postou frontalmente contra. Mas, ironia do destino, a ideia pode finalmente dar largos passos por graça do vice-presidente eleito pelos petistas.

Ilan Goldfajn informou que a gestão Temer está preparando uma emenda constitucional que garantirá autonomia formal ao Banco Central. Segundo o novo presidente da instituição, a lei terá poderes para empregar qualquer instrumento necessário à estabilidade financeira ou à meta inflacionária.

Só não se chegará à autonomia plena justamente porque tal meta precisará ser discutida com o governo. Mas espera-se que, com a medida, interferência junto a outras decisões de igual ou maior importância, como o patamar da taxa de juros, sejam tomadas mirando o melhor para a economia.

Nos últimos anos da gestão petista, ficou claro que o BC cumpria ordens da equipe econômica de Dilma. Num dos movimentos mais nítidos, a Selic foi congelada até que a presidente confirmasse a reeleição. Só depois o Brasil mergulharia na recessão que findaria no afastamento da petista.

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