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O desafio de Bolsonaro e Amoêdo: conquistarem relevância legislativa

Mesmo desunida, a direita segue empolgada. É a primeira vez em 29 anos que um candidato com discurso explicitamente anti-esquerdista lidera a corrida presidencial. Os seguidores sonham com a eleição de um “Donald Trump” brasileiro. Mas, ainda que Jair Bolsonaro corra o risco de reprisar o papel de Marine Le Pen na França (vencendo em primeiro turno para perder num segundo), há muito terreno para os “reaças” explorarem.

A conquista mais factível: relevância legislativa. Dois partidos podem somar algumas dezenas de eleitos para a Câmara Federal. Um mais liberal – o NOVO – e outro mais conservador – o PSL.

Mas, no Brasil, partido é uma realidade local. E os parlamentares em sintonia com tais nortes ideológicos estarão espalhados em siglas variadas.

Uma bancada de apoio a Bolsonaro alega ter 58 votos já no governo Temer. E com expectativa de crescimento no pleito de outubro. Somada a uma prometida bancada liberal, talvez conquistem cadeiras suficiente para darem trabalho a safadezas governistas já em 2019.

A relevância legislativa também seria útil aos presidenciáveis de 2022. Pois garantiria-lhes a métrica que ainda não falhou: tempo de TV. É o que segue dando esperança à base do governo Temer, e o que põe em risco o sonho dos “outsiders” da vez.

De resto, é trabalhar, independente de vitória ou derrota. Não se desperta de um sono de décadas com pleno domínio de todas as ferramentas. Há muito o que lapidar de discursos tão brutos, e isso vale tanto para os liberais, como para os conservadores. Por bem ou por mal, tais lições precisarão ser aprendidas.

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