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O PT tem sido sistematicamente derrotado por juízes de primeira instância, blogs e panelas

Desde que a Lava Jato se tornou pública em março de 2014, fala-se em impeachment de Dilma. Porque era impossível um esquema tomar de assalto a maior das estatais sem contar com a conivência da Presidência da República. Contudo, e com certa sensatez, muitos defenderam que mais prático seria resolver o problema meses depois, nas urnas.

Quando, a dias da votação, a Veja confirmou na capa que Lula e Dilma tinham ciência dos crimes cometidos na Petrobras, o brasileiro mais esclarecido teve a certeza: se o PT vencer, resolve-se o problema com um processo idêntico ao que derrubou Collor.

Os petistas venceram, mesmo que por margem mínima. E, já nos dias que se sucederam, manifestações minúsculas, com dezenas de participantes, arrancavam risadas dos esquerdistas que passavam pelo Largo da Batata, em São Paulo.

No sábado seguinte, no entanto, por volta de 5 mil pessoas lotaram o vão do MASP exigindo a queda de Dilma por tudo o que havia ocorrido no Petrolão. As redações paulistanas, tomadas por petistas, tentaram minimizar o estrago, reduziram o público a “cerca de mil”, destacaram uma minoria de cartazes que pediam intervenção militar, ignoraram os gigantescos que pregavam liberdade de imprensa, e ainda viriam a perseguir, tempos depois, aqueles que se arriscaram a desmontar a farsa.

Desde então, o governo usa todo o aparelhamento que a ausência de uma oposição combativa o proporcionou: imprensa, sindicatos, tribunais, movimentos sociais, instituições e ambientes acadêmicos, todos engajados em manter o Partido dos Trabalhadores no comando do país.

Não adiantou. O império petista, com seus 83% de aprovação e uma base de 450 parlamentares, vem sendo sistematicamente derrotado por uma dúzia de promotores, um juiz de primeira instância, blogs e panelas. E, dezessete meses depois, aquelas dezenas de malucos que ouviram gargalhadas no Largo da Batata se transformaram na maior manifestação política da história desta nação.

Toda essa saga deveria servir de alerta às folhas e personalidades que ainda insistem em defender o indefensável: há cada vez menos gente ao lado delas. Elas irão perder. E irão enfrentar a mesma justiça que está derrotando os sobrenomes mais poderosos da República.

A saída mais inteligente é rever conceitos e mudar de posição, não sem antes explicitar um sonoro pedido de desculpas pelo comportamento asqueroso mantido até aqui. Só assim poderão receber algum perdão desse novo Brasil, o que não mais quer fechar os olhos para a corrupção.

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