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O STF julga 1.300 vezes mais processos do que a Suprema Corte dos Estados Unidos

Entre 2006 e 2015, o Supremo Tribunal Federal julgou 1.041.829 (um milhão, quarenta e um mil e oitocentos e vinte e nove) processos. Em média, foram 104 mil casos por ano. Para efeito de comparação, a Suprema Corte dos Estados Unidos mantém uma média de 80 julgamentos por temporada, ou apenas 0,07% da realidade nacional.
Ainda com a calculadora na mão, é como se cada ministro se responsabilizasse por 9.471 processos anualmente. Se trabalhassem na média de 250 dias úteis por ano, em regulares turnos de 8 horas, cada um deles julgaria casos de anos, décadas, em no máximo 13 minutos. Mas o recesso no STF é bem mais longo que a média brasileira, e os feriados jurídicos são fartos no setor.
Um artigo de 2010 na revista Piauí mostra que o cálculo do parágrafo anterior foi bastante generoso, que tudo naquele tribunal é muito objetivo, resumido e corrido. Pelo menos até o momento em que as câmeras são ligadas e o ego de seus membros é exibido ao vivo para todo país. Nesse momento, os discursos se alongam, o juridiquês aflora e a vaidade festeja.
Depois da ocupação política do ensino público, a atuação espalhafatosa do STF deveria ser a maior preocupação política do país. De tribunal constitucional, deita e rola no papel de legislador, torcendo e contorcendo a Constituição conforme deseja o nariz de quem lá senta. Limites precisam ser delineados até mesmo para eles. Mas essa guerra exigirá bem mais tempo para ser vencida.
 

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