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Obras investigadas na Lava Jato estouraram em média 120% o orçamento previsto

Vinicius Konchinski vem se mostrando uma grata surpresa dentro do UOL, o maior dos portais governistas. É a segunda vez em poucas semanas que faz um bom levantamento independente de se de alguma forma isso desagradaria o governismo petista. No mais recente, calculou que dezenove das maiores obras já citadas na Lava Jato estouraram, em média, o orçamento original em 120%.
Em números absolutos, ou mesmo em relativos, nada se compara aos R$ 85 bilhões extras demandados pela Comperj, obra tocada pela Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, entre outras. O custo atual já superou em quase 400% os 21,4 bilhões orçados.
O prazo também é uma variável vergonhosa para essa turma. Mas o atuais 5 anos de atraso do complexo petroquímico fluminense pode nem vir a ser o pior exemplo, ainda que esteja sem novo deadline. A Refinaria Abreu e Lima já ultrapassou em 8 anos o limite definido inicialmente. Ou o mesmo atraso enfrentado pelo aeroporto de Goiânia e a extensão das linhas de trens urbanos de Porto Alegre, ambos concluídos.
Ao todo, Konchinski somou R$ 162,7 bilhões além do orçado. O valor não pode ser confundido exatamente com superfaturamento ou propina, uma vez que projetos desse porte sofrem constante readequações. Mas, sem dúvidas, entrega uma cultura de planejamento bem falho no Brasil.

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