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Petistas, foi Dilma

Um boeing não cai por um único erro, mas uma sequência deles. É assim também com presidente da República. Mas creio que um erro crucial para a queda de Dilma foi uma racha interno no próprio PT. E é incrível como a esquerda não percebeu isso.

O governo Dilma estava bem costurado quando Lula se retirou de cena para tratar um câncer. Este era o líder que, dentro do PT, compreendia a importância de manter uma boa relação com o PMDB. Dilma era da ala que disso morria de vergonha.

Sem o padrinho por perto, a presidente se uniu a Cardozo, Mercadante e Mantega para, juntos, dinamitarem qualquer ponte construída pelo ex-presidente.

O plano era Lula voltar em 2014 e governar até 2022. Mas a trupe não só passou-lhe a perna, como quebrou o país pela reeleição.

Na jogada mais estúpida, no que a primeira “Lista de Janot” nada encontrou de substancial contra Aécio, Dilma entendeu ser uma boa ideia jogar Renan Calheiros e Eduardo Cunha aos leões da imprensa. Numa única tacada, perdeu Senado e Câmara. E ninguém governa sem Congresso.

O mais curioso de tudo é que a história caminha para terminar com Lula na cadeia e Dilma no Senado. E o petismo sem conseguir tomar nota da placa do caminhão que o atropelou.

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Movimento descarado

Um membro da Suprema Corte — no caso, Luís Roberto Barroso — disse que “há uma operação abafa em curso” no STF para tentar impedir o combate à corrupção no Brasil.

E a coisa é descarada a tal ponto que o próprio STF não faz qualquer protesto contra a fala de Barroso.

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Verba recuperada pela Lava Jato ajudará a reformar escolas do Rio de Janeiro

A Lava Jato original, aquela que é tocada de Curitiba, já recuperou R$ 11,5 bilhões aos cofres públicos, mas a conta pode subir muito. Com as multas aplicadas, os resgate pode se aproximar dos R$ 40 bilhões. Para se ter uma noção deste volume de dinheiro, era o que a CPMF arrecadava anualmente do povo brasileiro quando finalmente chegou ao fim.

No Rio de Janeiro, o trabalho da operação ainda está no início e “apenas” R$ 451,5 milhões foram recuperados com acordos de delação. Contudo, tem sido de grande serventia. Deste montando, R$ 250 milhões permitiram, ainda em 2017, o pagamento atrasado do 13º salário atrasado de 146 mil aposentados.

Em 2018, parte da diferença será utilizada para reformar escolas públicas no Rio de Janeiro. E os promotores fazem questão de ressaltar que tais valores não podem ser subtraídos do orçamento já em prática no estado – ou seja, é algo a se somar.

É um modelo que prova que o combate ao crime pode – ou mesmo deve – compensar. Sozinho, não há de salvar o Brasil. Mas ao menos mostra o caminho a ser seguido.

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Mais de 12 milhões de venezuelanos gostariam de fugir da ditadura bolivariana

Apesar de noticiar a calamidade vivida pelovenezuelano após o bolivarianismo transformar o país numa ditadura, a imprensa vinha faltando com empenho para detalhar o fluxo migratório daqueles que fogem de mais um experimento socialista fracassado. Quando o Wall Street Jornal finalmente foi aos números, o estrago já estava feito. Desde que Hugo Chávez chegou ao poder, por volta de 3 milhões de pessoas abandonaram o país, 40% disso apenas entre 2016 e 2017.

Para efeito de comparação, a crise europeia contabilizou até 2016 por volta de 2,3 milhões de imigrantes buscando asilo além das fronteiras de seus países. Se 600 mil sírios tentaram refúgio na Alemanha, por volta de 550 mil venezuelanos foram atrás de socorro na Colômbia.

Até fevereiro de 2018, quarenta mil refugiados tinham chegado ao Brasil. Um número substancialmente menor para um país de proporções continentais, mas extremamente problemático para um estado como Roraima.

Em 2018, a economia da Venezuela equivalerá à metade do tamanho observado em 2013, quando Nicolás Maduro venceu a eleição presidencial. Uma pesquisa em âmbito nacional descobriu em dezembro de 2017 que 40% dos entrevistados queriam tomar a mesma medida drástica dos 10% que já fugiram. É um indicativo de que a crise pode estar apenas começando.

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Após 15 anos, fortuna declarada por Lula era 11 vezes maior

Quando se candidatou a presidente em 2002, Lula declarou um patrimônio de R$ 422,9 mil. Quatro anos depois, quando garantiu um segundo mandato, a fortuna já estava avaliada em R$ 839 mil. Após oito anos na Presidência da República, o petista havia oficialmente se tornado milionário, com R$ 1,9 milhão declarado ao fisco.

Mas a conta bancária engordou mesmo no momento em que virou “palestrante”. Em 2015, o ex-presidente declarou bens que somavam R$ 8,8 milhões. No final de 2017, o inventário do casal Lula da Silva fechou a conta em R$ 11,7 milhões, um número 27 vezes superior ao observado em 2002.

Ainda que aqueles R$ 422,9 mil sejam corrigidos pelo IPCA, observa-se um crescimento acima dos mil porcento.

A defesa sempre alegou que os ganhos desta década seriam lícitos e oriundos das palestras que o petista vendia a 200 mil dólares. A operação Lava Jato investiga se tudo isso não passou de uma forma de lavar dinheiro nascido do tráfico de influência junto ao governo Dilma Rousseff.

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Em 13 anos, gestões petistas gastaram quase um bilhão de reais com cartão corporativo

O Banco do Brasil trata o “Cartão de Pagamento” como um instrumento que desburocratiza bastante o pagamento de bens, serviços e despesas autorizadas por parte do Governo Federal. E mais: “permite total acompanhamento das despesas realizadas com os recursos do governo, facilita a prestação de contas e oferece maior segurança às operações“. Contudo, na prática, a teoria é outra.

De acordo com o Portal da Transparência, em valores atualizados pelo IPCA, de janeiro de 2003 a abril de 2016, as administrações petistas consumiram R$ 969,5 milhões só com os chamados “cartões corporativos”. Deste montante, não é informado o destino de 43,5% da verba (R$ 411,1 milhões) com a desculpa de que seria “para garantia da segurança da sociedade e do Estado“.

Reeleito, o governo Lula seria o que mais abusaria do recurso, quando gastaria em 2007 o que equivalia a R$ 130 milhões ao fim do governo Dilma. Mas apenas 21,3% dessa quantia foi queimada sob sigilo. No ano seguinte, a imprensa finalmente se pautaria pelo tema, transformando-o em escândalo, e a proporção de despesas ocultas, que vinham em queda desde FHC, nunca mais seria a mesma. Desde então, os recordes pertenceriam a dois anos eleitorais: em 2010, o Executivo utilizaria R$ 117 milhõess; em 2014, nada menos que 53,5% dos R$ 74,7 milhões consumidos seriam mantidos em segredo.

Implementados em 2002, os Cartões de Pagamento do Governo Federal seriam explorados por 60 servidores no último ano do segundo mandato de FHC. E iniciariam o mandato de Lula atendendo às urgências de 209 funcionários públicos. Mas só ganhariam as manchetes quanto 10.065 auxiliares do Planalto se esbaldariam em 2008. Desde então, o número enfrentaria uma lenta queda, todavia nunca abaixo dos 6.535 somados em 2015. No ano seguinte, em apenas quatro meses, mesmo com férias, carnaval e semana santa, o que restava de governo Dilma possibilitou a 3.287 funcionários fazerem uso de R$ 13,3 milhões destes gastos diretos.

Naquele 2008, Matilde Ribeiro, petista à frente do Ministério da Promoção da Igualdade Racial, seria demitida por ter sido ela a que mais explorara o crédito fácil no ano anterior. Entretanto, gastos esdrúxulos, como reformas em mesas de sinuca, presentes de camelô, compras de ursos de pelúcia ou mesmo diárias no Copacabana Palace comprovariam que o desvio de funcionalidade era enorme. Até mesmo Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do então presidente, seria flagrada abocanhando R$ 55 mil entre abril e dezembro de 2007.

Em 2016, até o mês de abril, com R$ 4.148.971,99 utilizados, foi justo a Presidência da República o órgão a mais explorar a ferramenta. Quase metade da quantia cairia no colo da ABIN, a mesma ABIN que findaria sob suspeita de ter espionado ministros do STF e membros da oposição, além do próprio presidente Temer. Quanto aos R$ 1.938.399,73 utilizados nos últimos meses da gestão Dilma, seguiam 100% sob sigilo naquele outono.

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Só há risco de o PT voltar porque o governo Temer dialoga pessimamente com o Nordeste

No levantamento publicado em 31 de janeiro de 2018, o Datafolha pediu aos entrevistados uma nota para o governo Temer. Houve uma inédita melhora, subindo de 2,3 para 2,6 no intervalo de dois meses. Mas não havia nada a comemorar, uma vez que a escala ia de zero a dez.

Zero, inclusive, foi a avaliação mais repetida, sendo a resposta de 43% dos sabatinados. Mas chegou a 49% entre mulheres. A 50% entre adultos de 45 a 59 anos. E a impressionantes 55% no Nordeste.

Isso mesmo. Mais da metade dos nordestinos dão nota zero ao governo Temer. Neste recorte, a avaliação média do Governo Federal não passa de 2.

É um alerta que não pode ser ignorado. Trata-se da região mais interessada numa volta do PT à Presidência. A baixíssima avaliação recebida dá a entender que o diálogo do PMDB com o nordestino tem sido péssimo. E só a ausência de uma alternativa viável poderia referendar por lá a volta de um projeto tão corrupto ao poder.

Ainda há tempo para trabalhar isso. Mas é preocupante.

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Projeto do PSDB usa o mesmo argumento que Maduro explorou para tentar censurar as redes sociais

Projeto de Lei n° 323 foi apresentado por Paulo Bauer, do PSDB de Santa Catarina. De acordo com o resumo do site do Senado, a ideia é alterar “o Marco Civil da Internet para coibir a propagação de discurso de ódio pelas redes sociais“.

Resumidamente, se a vontade do Senador for acatada pelo Congresso, “o provedor de aplicações de internet que disponibilize conteúdo gerado por terceiros será responsabilizado quando deixar de promover a indisponibilização de conteúdo que incite o ódio, a discriminação, o preconceito ou a violência contra pessoa, ou grupo de pessoas, em razão de sua etnia, raça, cor, nacionalidade, origem regional, idade, deficiência física ou mental, religião, sexo ou orientação sexual“.

Promover a indisponibilização” é um eufemismo daqueles para “censurar“. Mas, afinal, quem seria contra censurar “conteúdo que incite o ódio, a discriminação, o preconceito ou a violência“?

A questão, no entanto, é outra: quem define o que é ódio, discriminação, preconceito ou violência? Para a militância mais radical, qualquer palavra desalinhada com o discurso político entoado por ela pode ser enquadrada em tais termos. Na dúvida, basta lembrar como Nicolás Maduro preparava naquele mesmo setembro uma lei para calar as críticas recebidas nas redes sociais:

A chamada Lei Constitucional contra o Ódio, a Intolerância Política e pela Convivência Pacífica prevê penas de até 25 anos de prisão para quem, na avaliação da Constituinte, “difundir mensagens de ódio” nas redes sociais.

Os detalhes ainda não são conhecidos, mas o temor é que a medida dê margem para criminalizar qualquer manifestação de opiniões que possa incentivar o dissenso na sociedade.

“Essa é uma lei absolutamente ditatorial que pretende controlar por completo a liberdade de expressão. Ela está baseada em parâmetros absolutamente abstratos”, diz a pesquisadora da Universidade Central da Venezuela, Luisa Torrealba.

Quem vai decidir qual opinião é criminosa ou não? Caminhamos para uma situação em que não só se expressar será crime, mas também pensar.”

Conservadores e liberais já vivem nas redes sociais sob uma censura velada das startups do Vale do Silício, que chegam a criar departamentos inteiros para sufocar a propagação de ideias que não interessam a progressistas. Sempre com a alegação de que combatem o “discurso de ódio”. Mas o próprio Maduro serve de exemplo que, na verdade, está em jogo uma enorme ação política para calar a divergência.

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Era falsa a notícia reverberada na imprensa sobre homem que tentara cortar o “hijab” de garota no Canadá

Janeiro de 2018 começou a esquentar quando Khawlah Noman ganhou o noticiário dizendo que um homem por duas vezes tentou cortar o “hijab” dela enquanto ia para a escola com o irmão. Mesmo em se tratando de uma garota com apenas 11 anos de idade, as autoridades não aguardaram a apuração dos fatos para repudiarem o ocorrido. Do prefeito de Toronto ao primeiro-ministro do Canadá, a comoção foi barulhenta.

Três dias depois, contudo, a polícia pôde confirmar que nada daquilo acontecera. O próprio prefeito de Toronto ajudou a desmentir. Mas, como se vê no compartilhamento das mensagens, a repercussão foi bem menor.

Conforme relatado à CBC, mesmo cometendo uma falsa comunicação de crime, a garota não enfrentará qualquer consequência legal. O que só fortalece a suspeita de que o combate ao que se convencionou chamar de “fake news” tem alvos bem selecionados. E a lei não há de atingir qualquer aliado da esquerda progressista.

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O Judiciário no banco dos réus

Nesta semana que se inicia, mais precisamente no dia 24, o Judiciário brasileiro viverá sua data mais importante desde o impeachment de Dilma Rousseff, em dezembro de 2015. Veremos nesta quarta-feira, em transmissão ao vivo pelo Youtube, o julgamento do ex-presidente Lula referente ao “caso Triplex”, onde foi condenado pelo juiz Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão.

Além do ineditismo de vermos, pela primeira vez, um ex-presidente sentado no banco dos réus, veremos também o Judiciário sendo julgado.

A população brasileira está pagando pra ver se o Poder Judiciário terá coragem de condenar o maior (quiçá o único) líder político da América Latina. Lula é réu diante do Judiciário. O Judiciário é réu diante da população.

Neste país a crise dos Poderes é tão grande que não se sabe mais onde termina um e começa outro. Não se tem mais fronteiras nas esferas de poder. Nomeações políticas deixaram de ser exclusividade do Poder Executivo, como ficou claro no caso da nomeação liminarmente bloqueada de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho. Julgamentos deixaram de ser exclusividade do Judiciário, como ficou claro nos casos onde o STF tinha certeza da culpabilidade de Aécio Neves mas devolveu à Câmara a responsabilidade por seu destino. O papel de Legislador saiu do Legislativo e se aninhou na palma da mão do Executivo, como no caso de venda de Medidas Provisórias (que ainda vão render muita dor de cabeça ao réu dessa semana).

O eterno dono do Partido dos Trabalhadores se agarra com unhas e dentes na mais gutural das estratégias de defesa: o apelo ao emocional humano. Grita dia e noite que “não existem provas e, assim, condenarão à cadeia um homem inocente”. Ele quer fazer chorar a mão de família e o pobre trabalhador rural quando, diante de seus televisores na quarta-feira à noite, assistirem no Jornal Nacional o ex-presidente recebendo o veredito ‘culpado’ diante dos juízes de Curitiba.

Na mesma linha de defesa está o Supremo Tribunal Federal, que desde o início da Lava-Jato envia seus representantes à entrevistas de todos os meios de comunicação para bradar “as instituições estão funcionando plenamente”, enquanto o Brasil assiste um ministro sozinho emitindo liminares e lavrando Habeas Corpus para livrar os maiores bandidos do Rio de Janeiro da cadeia. A estratégia de defesa do já desmoralizado STF é tocar o coração dos brasileiros (pois as mentes ele já não toca mais). Quer nos fazer crer na suprema inteligência, aquele poder transcendental do qual não conseguimos partilhar, nos restando assim apenas a fé. A crença de que “a justiça será feita”.

Juridicamente é quase impossível que Luis Inácio seja preso “de imediato”. Impossível porque para além da dificuldade de se fazer cumprir a lei neste país há ainda a dificuldade de se ter qualquer segurança em qualquer decisão, não há nenhuma impossibilidade neste país de justiça maluca. De fratricida recebendo benefício pra sair da prisão no Dia das Mães a assassinos de criancinhas  sendo beneficiados com ‘saídão’ do Dia das Crianças. Aqui um advogado de porta de cadeia pode tentar qualquer jogada diante do juiz e ainda lograr êxito.

Fica então marcado para esta quarta-feira, dia 24, o julgamento do corrupto Luis Inácio Lula da Silva, e do Judiciário brasileiro. Veremos quem sairá inocentado deste medonho episódio que assistiremos todos, atentos diante de nossa tela de computador, tablets e smartphones mundo afora.

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