facebook
Ir para o conteúdo

apyus.com Textos

Por o impeachment ser julgamento político, validade do grampo só interessa ao discurso do PT

Muito já se disse que um processo de impeachment é um julgamento político. Em outras palavras, que cada um dos 512 deputados – Eduardo Cunha já deu o posicionamento dele ao aceitar a denúncia – votará de acordo com a própria consciência, em tese, representando os votos que o colocaram na Câmara. E isso pode levar ou não as nulidades do processo em consideração.

A escuta foi legal? Ilegal? Para o PT, tanto faz, desde que pareça uma ilegalidade. Pois sabe que enfrentará um julgamento político e precisa de um discurso para sobreviver ao processo. Com esse norte, repete, mesmo contra qualquer argumento mais convincente, o mesmo mantra de que fora vítima de uma trama suja. Afinal, possui motivos para acreditar que uma mentira repetida mil vezes se torna verdade – foi com este expediente que chegou ao poder.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Lula e Dilma, diante das denúncias, mantêm postura ditatorial

Em qualquer país decente, ou mesmo no Brasil de alguns anos atrás, qualquer político pego em flagrante contestaria, claro, a legalidade das provas, mas se retiraria de cena, abortaria o plano maquiavélico e buscaria a saída menos danosa para a crise. Lula e Dilma, no entanto, se comportam não como se apostassem que a Justiça fosse incapaz de puni-los, mas como se fossem eles fortes o suficiente para destruir as instituições democráticas e se safarem ao final. E assim, mesmo após a divulgação dos grampos que os incriminam, aceleraram todo o processo que visa render ao ex-presidente o foro privilegiado que o livrará de Sérgio Moro.

Como esperam a presidente e o agora ministro foragido da Polícia Federal administrar o Brasil após tudo o que veio à tona nesse 16 de março? Como gestores salvariam o país de uma crise se não poderão sequer aparecer em público tamanha a impopularidade? A única alternativa parece ser a força. A mesma força usada pelos generais que comandaram 21 anos de ditadura no Brasil. E a Coluna esplanada revela que o PT passou os últimos dois dias sondando as Forças Armadas.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

VÍDEO: Quando o alvo era a diplomacia americana, Lula defendia o vazamento de informações

A fala é de 2010. Lula reclamava da falta de protestos contra a prisão de Julian Assange. Para o então presidente, o fundador do WikiLeaks não era culpado pelo conteúdo confidencial que divulgava na web, mas sim os diplomatas que o produziram. E fazia, ao seu modo, uma defesa da liberdade de expressão.

Num dos trechos, Lula reclama: “O rapaz foi preso e eu não estou vendo nenhum protesto contra (sic) a liberdade de expressão”. Na visão do petista, Assange “colocava a nu um trabalho menor que alguns embaixadores fizeram”. Noutro trecho valioso, o ex-presidente defende uma conduta que ele próprio esqueceu de colocar em prática: “Se não tiver o que escrever, não escreva bobagem”.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Grampo que entregou Dilma lembra o que desmascarou Demóstenes Torres, derrotado no STF

Há quatro anos, o Brasil se chocou – eram tempos bem mais simples – com grampos telefônicos que mostravam a estreita relação entre Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira, pivô do escândalo da “máfia dos caça-níqueis”. O senador do Democratas tentaria, junto ao STF, anular as provas, uma vez que gozava de foro privilegiado, mas viria a ter o pedido negado por ninguém menos que Ricardo Lewandowski, atual presidente do tribunal.

O motivo era o mesmo martelado ontem quando da divulgação do grampo que flagrou Dilma Rousseff tentando obstruir a Justiça. A escuta havia sido instalada na linha telefônica de alguém sem foro – no caso, de Carlinhos Cachoeira – e os investigadores não podiam prever as pessoas com as quais o investigado conversaria. No caso da presidente, o alvo era bem conhecido do noticiário: Lula – em um dos registros, o próprio ex-presidente diz querer testar se a Polícia Federal estava registrando a conversa.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Não é boato, Lula realmente disse em 1988: “quando um rico rouba, ele vira ministro”

Maurício Stycer lembrou que incluiu a frase de Lula em livro comemorativo da Folha de S.Paulo em 1996. Mas foi adiante: destacou que o primeiro registro dela se deu em 14 de fevereiro de 1988 em O Globo, mas foi reprisada um dia depois no próprio jornal paulista.

Acessando o acervo online da publicação na edição de 15 de fevereiro de 1988, é possível encontrar o recorte abaixo. O segundo parágrafo abre com as aspas: “No Brasil é assim: quando um pobre rouba, ele vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro”.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Lula na Casa Civil: dos nove nomes que o PT pôs no cargo, oito têm problemas com a justiça

Após uma longa novela rica em atuações para passar a sensação de que o governo Dilma precisa do trabalho de Lula para superar problemas econômicos, finalmente oficializaram ex-presidente como ministro da Casa Civil. A confirmação veio com Gerson Camarotti, que há tempos faz as vezes de porta voz-do Planalto no G1.

Com isso, Lula vira o nono ministro da Casa Civil desde que o PT chegou à presidência. E o oitavo a ter problemas com a justiça. Antes, ocuparam a pasta os nomes de José Dirceu, Dilma Rousseff, Erenice Guerra, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante e Jaques Wagner. Carlos Lima, o único distante do noticiário policial, esteve no cargo apenas durante a transição de mandato, ao final de 2010.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Delcídio do Amaral, Lula e Henrique Alves possuem um interesse em comum: foro privilegiado

Ao entregar tudo o que sabe sobre o Petrolão, Delcídio do Amaral reprisa o papel de Roberto Jefferson no Mensalão, ou ainda o de Pedro Collor no “Esquema PC”. Vera Magalhães, na Veja, explica que o senador petista espera conseguir assim apoio popular o suficiente para se proteger de um processo de cassação que lhe tomaria o foro privilegiado.

O mesmo foro privilegiado que Lula busca ao tornar-se ministro de Dilma. O mesmo foro privilegiado que Henrique Alves evita perder, e por isso se nega a devolver o Ministério do Turismo, mesmo com o PMDB se esforçando para deixar o governo e conseguir, via impeachment, entregá-lo a Michel Temer.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Denúncia que atinge Aécio pode ser boa para o impeachment de Dilma

Pelo simples fato de Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Marina Silva serem os três nomes da oposição menos interessados num impeachment bem sucedido de Dilma Rousseff. Donos cada um de um projeto próprio de poder, veem num eventual governo Temer um enorme obstáculo às suas pretensões presidenciais em 2018.

No caso de Aécio, ainda com o nome em boa conta graças aos 51 milhões de votos recebidos em 2014, há ainda o interesse maior numa cassação da chapa Dilma/Temer via TSE, o que adiantaria a convocação de novas eleições. Foi apostando nessa alternativa que o senador mineiro se negou por meia dúzia de vezes em 2015 a dar o devido apoio ao mesmo processo que derrubou Collor em 1992. Em novembro do ano passado, o tucano chegou a reconhecer: “O impeachment não pode ser a pauta e o projeto de qualquer partido político, e nunca foi para nós do PSDB”.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

Mais prejudicial ainda seria Janot fingir que investiga Dilma

Em Paris, Rodrigo Janot vem evitando, segundo o Valor Econômico, comentar a possibilidade de abrir uma investigação envolvendo Dilma Rousseff. A presidente foi citada 72 vezes na delação premiada de Delcídio do Amaral.

Nas redes sociais, aposta-se que o procurador-geral da República, dado o seu histórico recente, não tomará qualquer atitude contra a petista. Mas ele deve ser mais esperto do que isso e investigará a presidente. O que não significa que fará uma investigação eficiente ao ponto de complicar a vida daquela que garantiu-lhe a recondução ao cargo ainda ano passado.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.

O PT tenta emplacar a versão de que Lula aceita virar ministro graças a apelos de Dilma

Há um esforço por parte do governo em fazer parecer que a nomeação de Lula a um ministério – qualquer um – seria fruto de um apelo por parte da Presidência da República, que o ex-presidente era contrário à ideia, mas vem aceitando-a como destino inevitável. Como quase tudo que sai do PT, esse papo tem cheiro de versão que o partido gostaria de emplacar.

A bomba está armada: é Lula assumir qualquer pasta e as redes sociais explodirem aos berros de que o ex-presidente voltou para Brasília com medo da justiça de Sérgio Moro. Mais do que isso, há o risco de essa leitura implicar no mais convincente pedido de impeachment de Dilma – por interferência na independência dos poderes.

Curtiu o texto? Contribua com o crowdfunding (financiamento coletivo) do autor e/ou siga-o no Twitter e Facebook.