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Por que tanto se acreditou que a Folha seria um jornal de direita?

Basta mergulhar no acervo do próprio jornal para confirmar que a Folha de S.Paulo pratica desde os anos 90 o mesmo esquerdismo dissimulado que tanto rende-lhe críticas hoje em dia. No entanto, por muito tempo, a publicação foi tachada de conservadora, reacionária, de direita. É esse, aliás, o entendimento da maior parte dos leitores que não cancelaram a assinatura do periódico. O que leva a uma pergunta simples: por quê?

Um ex-assessor já me confessou que, em dado momento, desistiu de intervir nos erros publicados pela imprensa. Porque, segundo ele, o ego do jornalista falava mais alto, ou mesmo a militância, e qualquer tentativa de correção era retratada como censura, o que ampliava ainda mais o estrago da informação veiculada. Portanto, a aposta mais segura era deixar o assunto morrer no esquecimento – e torcer para que o esquecimento fosse possível, já que os adversários esquerdistas estavam sempre dispostos a relembrá-lo.

O que me fez saltar à mente uma resposta possível ao questionamento do primeiro parágrafo: porque só era feito o devido barulho quando os equívocos do veículo atingiam a esquerda.

A internet vem ajudando a mudar essa situação. Eu mesmo me dispus a essa missão tempos atrás. E venho constantemente usando este espaço para combater um mar de desinformação que salta da própria web dia e noite.

O alvo, claro, não é a Folha. Mas não dá para não reconhecer o protagonismo dela, o que é uma pena. A estrutura da qual goza o jornal tinha tudo para fazer um bem enorme ao país. Mas, por alguma motivo ainda obscuro, optou-se por usá-la a serviço de um dos lados. Justo o lado que rendeu ao Brasil sua pior recessão.

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