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Quando a imprensa deixará de imputar à Lava Jato estragos feitos por corruptos?

Segundo a Folha de S.Paulo, a Petrobras vem enfrentando 47 ações da Justiça em decorrência do esquema corrupto desbaratado recentemente na estatal. Mas o jornal optou por um hábito da imprensa nacional, e estampou na manchete: “Petrobras responde a 47 ações na Justiça devido à Lava Jato“.

Se a escolha do termo não fosse tão importante, o jornalismo não driblaria a polêmica ao, por exemplo, noticiar o terrorismo islâmico evitando palavras como “islâmico”, ou mesmo “terrorismo”. Enquanto isso, remete sem remorso o prejuízo da petroleira aos investigadores, algo de máximo interesse dos investigados. Os mesmos investigados que tentam, em Brasília, passar um projeto contra o que chamam de “abuso de autoridade”, mas Sérgio Moro em pessoa disse se tratar de um ataque à operação.

Em momento tão politicamente importante, o interesse público parece isolado de um lado, com imprensa, governo e oposição abraçados do outro. E isso é lastimável.

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