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Se depender da Lava Jato, assim como o PT, o PMDB não terá vida fácil

Se havia algum receio de que o impeachment de Dilma pudesse ser usado para se colocar panos quentes nos problemas que envolvem o PMDB, a Lava Jato, nas delações conhecidas recentemente, dá a entender que seguirá avançando sem qualquer tipo de distinção. Mesmo quando o alvo principal é Dilma Rousseff, e Marcelo Odebrecht entrega que se sentiu obrigado a jogar R$ 12 milhões no caixa dois da campanha petista, o partido do presidente em exercício surge como destino final de metade da quantia.

Ao todo, MO deve mirar 13 governadores e 36 senadores da delação premiada entregue à operação. Já se sabe que Romero Jucá, por lobby em benefício da empreiteira, será um deles. Henrique Alves e Geddel Vieira Lima, ambos ministro de Temer, também terão os pecados confessados por terceiros.

A conta de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é menor, envolve 30 políticos, mas o PMDB está lá também, em especial, Eduardo Cunha, por propina recebida em dinheiro vivo ou mesmo disfarçada em doações oficiais ao partido.

Mas talvez os mais importantes sejam os relatos de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. A promessa é detalhar R$ 70 milhões em propina pagas ao já citado Romero Jucá, a José Sarney e a Renan Calheiros.

Irá este último resistir ao noticiário e permanecer na presidência do Senado? Ou reprisará a postura de 2007, quando renunciou ao cargo?

As cenas dos próximos capítulos prometem. De tédio, o Brasil não morrerá.

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