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Seis vitórias que mostram o governo Temer mais forte que a gestão Dilma

A canseira que a imprensa vem proporcionando ao governo Temer não é nada inesperada. Quem se dava ao trabalho de ler as entrelinhas do noticiário já percebia há tempos o dissimulado viés petista do trabalho jornalístico nacional. Mas nada isso é mal-vindo, mesmo que certas manchetes desonestas soem criminosas. Se a gestão ainda interina sobreviver ao bombardeio, dará um ótimo sinal de que o Brasil estaria se colocando num rumo mais próspero do que o encaminhado pelo PT.

Em coluna para o Estadão, José Roberto Mendonça de Barros seguiu na direção oposta e enumerou meia dúzia de convincentes vitórias que a gestão Temer enfileirou nesse mês e meio de trabalho independente de todos os ataques sofridos. 

Abaixo, tomamos a liberdade de reprisá-las, com mais liberdade ainda para grifar os trechos mais importantes:

1) Definição da nova meta fiscal e autorização de déficit de até R$ 170, 5 bilhões em 2016;

2) Aprovação pela Câmara, em dois turnos, da PEC que prorroga até 2023 a permissão para que a União utilize livremente 30% da sua arrecadação (DRU). A PEC também cria mecanismo semelhante para Estados, Distrito Federal e municípios (Drem). Nesses casos, a proposta não se aplica às receitas destinadas à Saúde e à Educação;

3) Encaminhamento da PEC do teto de gastos;

4) Acordo com os Estados com contrapartidas. Assim como o teto federal, haverá uma limitação dos gastos dos Estados de acordo com a inflação do ano anterior;

5) Lei das Estatais: o Senado aprovou o projeto de lei que estabelece regras para a gestão de empresas estatais e define critérios para a nomeação de seus dirigentes. Em princípio, ficará limitada a indicação política de gente despreparada;

6) MP 735, que altera diversas leis do setor elétrico e facilita privatizações.

Independente da discussão a respeito da validade de cada pauta, essas seis vitórias mostram uma governabilidade no governo Temer que simplesmente inexistiu durante todo o segundo mandato de Dilma Rousseff — e que já deixava de existir no último semestre do primeiro.

A lista ainda não simboliza a salvação do Brasil. Mas já dá um significativo primeiro passo. E comprova que o processo de impeachment foi um caminho certeiro.

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