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Sem discurso, o PT usou o protesto minguado para nada

Pelos relatos da Folha de S.Paulo, e nunca será demais destacar a boa vontade histórica do veículo para com o PT, o ato deste 10 de junho foi usado para nada.

Queria Lula, ao segurar o microfone, reverter votos de parlamentares a favor de Dilma? Aparentemente não: “Os 300 picaretas que eu falei em 1994 aumentaram um pouco“.

Queria o PT reunificar a sigla? Agora quem fala é o próprio jornal: “Dilma havia dito que viria ao protesto, por pressão da organização, mas avaliou que não era apropriado porque não queria se associar a discursos mais radicais”.

Queria o petismo a cabeça de Michel Temer? Novamente a Folha: “Lula afirmou que não poderia reivindicar o ‘Fora, Temer’, mote do protesto, porque ‘não ficaria bem’.”

E a tal greve geral pregada pela CUT? Assim disse Lula: “Eu não posso falar em greve geral porque eu não estou dentro da fábrica, e aposentado não faz greve“. Mas a Folha explicou melhor: “o entorno do ex-presidente avalia que não há musculatura para parar o país agora“.

Nem a esquerda em peso quer a volta do PT, como ressaltou a publicação: “Alguns partidos e movimentos de esquerda, como o PSTU, não engrossaram o protesto anti-Temer porque não endossam a volta do governo petista.”

Por fim, a antecipação de eleições: “A tese de convocar novas eleições ou realizar um plebiscito, defendida por alguns setores, não foi abraçada nos discursos.”

Era uma manifestação muito engraçada: não tinha “povo”, não tinha discurso, não tinha nada.

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