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Senado quer criar abrigos com foro privilegiado nos lares dos políticos

O Senado não gostou nem um pouco de saber que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no imóvel onde o ex-ministro Paulo Bernardo reside. Não por ele, mas pela esposa dele, a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, a quem o imóvel pertence enquanto estiver no cargo. E pediu ao STF para que as provas ali colhidas sejam invalidadas.

Em outras palavras, o Senado quer que o STF transforme os imóveis das autoridades políticas em micro-embaixadas onde investigados podem se abrigar quando a Justiça se aproximar deles. Ou seja… Lula nem precisaria virar ministro de Dilma Rousseff, mas apenas se hospedar no imóvel funcional de Jaques Wagner para que Sérgio Moro só se aproximasse dele com autorização de Teori Zavascki.

Sim, isso é um absurdo. Que provavelmente só se cogita por causa do alvo petista. Quando miraram Demóstenes Torres, um senador de oposição ao PT, não só se defendeu que o foro privilegiado não atingia os telefonemas que recebia, como a medida foi defendida por José Eduardo Cardozo, o advogado que tenta salvar Dilma Rousseff no processo de impeachment. Na ocasião, o então ministro da Justiça diria:

“Ninguém nunca investigou objetivamente os parlamentares. Estava-se investigando o empresário Carlinhos Cachoeira. Agora, se parlamentares conversam com ele, o problema é outro.”

Ora, se Paulo Bernardo é casado com Gleisi Hoffmann, o problema é outro.

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