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Todos os principais presidenciáveis possuem rejeições “inelegíveis”

A proximidade dos institutos de pesquisa mais tradicionais com grupos políticos, além de afetar a credibilidade de marcas como DataFolha, Ibope e Vox Populi, abriu espaço para empresas menos conhecidas no mercado. Além da barulheira do Instituto Paraná, o Ipsos vem pautando a imprensa recentemente. E agora trouxe a atualização de uma pesquisa feita bimestralmente desde 2005, mas só aos poucos chamando atenção.

O noticiário destacou o “empate técnico” das reprovações de Dilma Rousseff (75%) e Michel Temer (70%). Mais ainda: que, enquanto a petista vê o estrago na imagem diminuir, o peemedebista, alvo máximo da imprensa desde o afastamento da presidente, cresce velozmente no sentido oposto. Lula (68%) e Aécio Neves (63%) completam o bloco dos mais rejeitados.

Para a corrida eleitoral de 2018, importa apenas que todos os sete candidatos testados possuem rejeições que, em tese, os tornariam inelegíveis. Mais ainda: diante do atual quadro, os nomes mais seguros seriam os de Geraldo Alckmin e José Serra, dois tucanos que já enfileiraram três derrotas nas pretensões presidenciais do PSDB. Contudo, ambos empatam tecnicamente com Marina Silva, com rejeição 1% acima, em exatos 56%.

Para efeito de curiosidade, o Ipsos também pesquisou a aprovação dos juízes Joaquim Barbosa e Sérgio Moro. E o curitibano ganhou com certa folga do ex-ministro do STF, por 55% a 42%.

No passado, Barbosa já insinuou que poderia um dia migrar do judiciário para o executivo. Quanto a Moro, jamais ventilou a questão, ao menos publicamente. E a opinião pública nem chegou a cobrar qualquer mudança. O juiz federal segue muito bem no papel inimigo número um da corrupção.

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