Desabafos anônimos escancaram a hipocrisia do jornalismo brasileiro

Os próprios jornalistas confirmam que seus veículos não fazem o que defendem em suas pautas

Um formulário do Google Docs acessível a qualquer um, com algumas perguntas, nenhuma delas buscando nomes ou formas de contato. E um link para o acompanhamento das respostas. O formato é ideal para desabafos. Num primeiro experimento, publicitários comentaram a rotina de trabalho enfrentadas em suas agências. Dias depois, as principais redações do país viraram o alvo.

Há bastante reclamação quanto à estrutura dos principais jornais do Brasil. “Paga mal e banheiro fede amônia de 100 anos de mijo velho seco“, diz um deles. “O fretado fede escrotamente e a comida é lavagem“, diz outro. “A oitava praga do Egito“, lamenta um funcionário de um grupo religioso. “O café é a coisa mais horrorosa que meus lábios já sentiram“, conclui um outro anônimo. Continuar lendo Desabafos anônimos escancaram a hipocrisia do jornalismo brasileiro

As palavras mais repetidas no Senado quando Dilma Rousseff foi afastada

“Golpe” foi menos usado no Senado do que “democracia”, mas o jogo foi disputado

O afastamento de Dilma Rousseff consumiu 20 horas de um sessão do Senado iniciada em 11 de maio de 2016, mas concluída apenas na manhã seguinte. Semanas depois, Renan Calheiros publicou “20 Horas na História“, livro que reúne as notas taquigráficas daquele encontro.

Jogando o arquivo num gerador de nuvens de tags é possível descobrir os termos mais repetidos naquela tribuna. Uma das primeiras a chamar atenção é justo uma palavra que o PT fez questão de popularizar logo quando chegou ao poder: “bilhões”. Repetida 103 vezes nos discursos, ganhava o noticiário quando Lula e Dilma lançavam obras faraônicas, mas logo se convertia em “superfaturamento”. Já próximo ao impeachment, o termo seria atrelado à corrupção desvendada por dezenas de operações da Polícia Federal. Continuar lendo As palavras mais repetidas no Senado quando Dilma Rousseff foi afastada

Gilmar Mendes não queria, mas ofendeu 1,6 milhão de brasileiros que assinaram o Ficha Limpa

Em mais uma decisão imprudente, o STF inutilizou um das principais funções da Ficha Limpa

O STF está empenhado em inutilizar um dos aspectos mais importantes da Lei da Ficha Limpa, aquele que impedia que gestores municipais reprovados nos tribunais de contas pudessem se reeleger. Pela nova jurisprudência, o impedimento só poderá vir após a rejeição das contas pela Câmara dos Vereadores. Ou seja… Deram poder para que os mais irresponsáveis populistas gastem indiscriminadamente e comprem nos bastidores – sempre com verba pública – o apoio dos parlamentares que analisarão os casos.

Durante o julgamento, Gilmar Mendes se pronunciou nestes termos: “Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, a lei parece que foi feita por bêbados“. Ofendeu. E muito. Porque se trata de um projeto de lei de iniciativa popular que reuniu cerca de 1,6 milhão de assinaturas. O ministro do STF chamou de bêbados os centenas de milhares de brasileiros que se empenharam para tirar da vida pública os políticos mais irresponsáveis e corruptos do país. O que permite ao autor deste texto devolver a indelicadeza. Continuar lendo Gilmar Mendes não queria, mas ofendeu 1,6 milhão de brasileiros que assinaram o Ficha Limpa

Quando presidente, a cada 4 meses Lula e Dilma inventavam uma nova (e deficitária) estatal

Somados, ditadores e presidentes do PT criaram 60% das estatais do Brasil

De acordo com o Ministério do Planejamento, o Governo Federal tem hoje 149 empresas estatais. Mas 43, ou 29% delas, foram criadas apenas nos 13 anos em que o PT esteve na Presidência da República. Somados, ditadores e presidentes petistas são responsáveis pela existência de 60% das estatais do Brasil.

É um número assustador. Para efeito de comparação, nos 21 anos de ditadura, os militares, que tinham uma visão da gestão pública muito parecida com a do petismo, criaram 47. Enquanto os ditadores inventavam uma nova estatal a cada 163 dias, o PT tomava a mesma iniciativa, na média, em intervalos de 114 dias. Continuar lendo Quando presidente, a cada 4 meses Lula e Dilma inventavam uma nova (e deficitária) estatal