O impeachment foi só a primeira – e talvez a mais fácil – batalha de uma longa guerra

A luta continua. Para máximo azar deles.

Como podemos definir um golpe de Estado para um leigo entender? Digamos que é o que ocorre quando um grupo político ignora as leis vigentes para tomar o poder, ou se perpetuar nele. E, claro, o movimento precisa ser bem sucedido, do contrário, não passa de uma “tentativa de golpe”.

Os milhões de brasileiros que foram às ruas, motivados pela certeza de que a presidente da República estava envolvida no esquema que faliu a maior estatal do país – sim, a Petrobras está falida, a imprensa não usa o termo, nem a empresa, mas é esta a situação dela –, buscaram a todo tempo seguir as leis escritas e até as não escritas – como aquela que diz que mudanças desse porte só são feitas com “povo na rua”. Continuar lendo O impeachment foi só a primeira – e talvez a mais fácil – batalha de uma longa guerra

Ou eu luto contra a esquerda, ou a esquerda acaba comigo

Por isso eu luto

A esquerda me fez de vilão porque nasci homem. A esquerda me fez de vilão porque nasci hétero. A esquerda me fez de vilão porque não nasci negro, e assim ela me tem por branco, ignorando que se trata de um termo historicamente utilizado para povos originários da Europa Ocidental.

A esquerda me fez de vilão porque eu orava para Deus, e não para Alá. Ignorando que meus pais nasceram paupérrimos, a esquerda me fez de vilão porque eu nasci na classe média. A esquerda me fez de vilão até porque eu sou coxinha. Continuar lendo Ou eu luto contra a esquerda, ou a esquerda acaba comigo

Desabafos anônimos escancaram a hipocrisia do jornalismo brasileiro

Os próprios jornalistas confirmam que seus veículos não fazem o que defendem em suas pautas

Um formulário do Google Docs acessível a qualquer um, com algumas perguntas, nenhuma delas buscando nomes ou formas de contato. E um link para o acompanhamento das respostas. O formato é ideal para desabafos. Num primeiro experimento, publicitários comentaram a rotina de trabalho enfrentadas em suas agências. Dias depois, as principais redações do país viraram o alvo.

Há bastante reclamação quanto à estrutura dos principais jornais do Brasil. “Paga mal e banheiro fede amônia de 100 anos de mijo velho seco“, diz um deles. “O fretado fede escrotamente e a comida é lavagem“, diz outro. “A oitava praga do Egito“, lamenta um funcionário de um grupo religioso. “O café é a coisa mais horrorosa que meus lábios já sentiram“, conclui um outro anônimo. Continuar lendo Desabafos anônimos escancaram a hipocrisia do jornalismo brasileiro

As palavras mais repetidas no Senado quando Dilma Rousseff foi afastada

“Golpe” foi menos usado no Senado do que “democracia”, mas o jogo foi disputado

O afastamento de Dilma Rousseff consumiu 20 horas de um sessão do Senado iniciada em 11 de maio de 2016, mas concluída apenas na manhã seguinte. Semanas depois, Renan Calheiros publicou “20 Horas na História“, livro que reúne as notas taquigráficas daquele encontro.

Jogando o arquivo num gerador de nuvens de tags é possível descobrir os termos mais repetidos naquela tribuna. Uma das primeiras a chamar atenção é justo uma palavra que o PT fez questão de popularizar logo quando chegou ao poder: “bilhões”. Repetida 103 vezes nos discursos, ganhava o noticiário quando Lula e Dilma lançavam obras faraônicas, mas logo se convertia em “superfaturamento”. Já próximo ao impeachment, o termo seria atrelado à corrupção desvendada por dezenas de operações da Polícia Federal. Continuar lendo As palavras mais repetidas no Senado quando Dilma Rousseff foi afastada